Direto da agenda mensal de Lisboa.
25.11.09
21.11.09
O peito ganhou silicone
Alguém tinha que perder.
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Gabriel Fuscaldo
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18.11.09
Gabriel década de 90/2000 Cartoon Network Fuscaldo*
Me desculpe, mas vou fazer uma análise de dados intrínseca através dos dois nomes: Legião Urbana e CPM 22.
Estive a ler o dicionário ontem e constatei de novo que só não sei, como também nada sei.
Veja você, amigo... Quer dizer... Veja não, pense (esse post é muito mais de pensar que de ler): Qual o imaginário que lhe vêm a mente quando pensa em “Legião Urbana”. Não! Não a banda e suas música, mas sim o que o nome se propõe. Pense que Renato Russo decidiu que “Galera! Agora vamos nos chamar Legião Urbana”, e pense o que tudo isso significa.
Voltamos aos dias de hoje.
CPM 22... O mesmo exercício... Caso você não saiba, e para facilitar o processo, “Caixa Postal Mil e Vinte e Dois”. O que CPM 22, quando o dono da CPM 22 decidiu que “Galera! Agora vamos nos chamar CPM 22” significa. Tudo o que significa.
Significa muita coisa - a comparação entre dois nomes e seus significados. Duas bandas de música, duas épocas. É que uma chama-se Legião Urbana e a outra Caixa Postal Mil e 22.
*Gabriel Fuscaldo é publicitário, gaúcho macho e ouvinte de Legião Urbana e CPM 22.
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Gabriel Fuscaldo
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16.11.09
Jóias que eu gosto: as sociais
Você não tem um dos piores países do mundo, e várias pessoas querem morar com você. Um monte de gente. Que nem liga pra avisar. Apenas aparece. Funciona assim há horas - bem mais que as minhas ou as tuas.
Agora, analisemos um cidadão em particular que more em seu país. Ele come, bebe, se diverte e rala. Além disso, faz muitas outras coisas. E, o que você acharia, se, no lugar de um quarto, esse cidadão morasse num lugar assim?
Doidão, não? Lindo, eu acho.
Como você viu, nada de assaltos a banco, nem jogar lixo no chão. Ah! Não! Na verdade, esse cidadão até recicla todo o seu lixo, atendendo a campanha que você tem feito. Pombas… Legal então, né? Se o país fosse meu, e não seu, eu adoraria ter uma pessoa dessas morando comigo.
Mas é uma pena que nós não pensamos do mesmo jeito.
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Moro com uma indiana que se chama Rithika, e a foto é do seu quarto. Ela é uma artista vivendo em Portugal. A Rithi pediu para ficar mais em Portugal, queria continuar morando aqui. A burocracia impediu isso. O Governo negou sua permanência, mesmo com todos os documentos apresentados.
As coisas são, e sempre serão, ridículas.
Eu vou levar, tão logo/se puder, a Rithika para o Brasil. Ela será, durante a sua exposição naquele país, um jóia social.
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Você pode ver todo o trabalho de Rithika em seu site, www.rithikamerchant.com
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9.11.09
Dica para sobreviver morando sozinho no exterior 2
Quando comecei a morar no exterior, uma amiga escreveu um documento, de mesmo título do post, para eu trazer comigo. Mais de nove meses depois, trago uma revisão com tópicos aleatórios e separados que podem ajudar estudantes brasileiros no exterior.
Faça feijão
Pode parecer bobagem, porque feijão é muito, muito, muito difícil de fazer e impossível de engrossar o caldo. No entanto, comer feijão está no seu DNA de brasileiro desgraçado e se você fizer proporções homéricas terá uma alimentação nutritiva por dias.
Nunca guarde as suas roupas
Essa é difícil e tem algumas cláusulas de cessação de contato. Ou seja, é complicado de cumprir quando chove ou quando o varal é coletivo. Mas sério, se você puder, nunca tire as suas roupas do lugar onde elas secam. Poupará o trabalho maldito de dobrar e você terá um guarda roupa ao ar livre.
Sua parte é o álcool
Se você começar a se apresentar como o cara que sempre leva bebida aos lugares, as pessoas não se importarão com a sua postura morta de fome à mesa. Funciona e ameniza o fato que você já ia gastar tudo em álcool mesmo. Sem contar que as suas compras são realizadas no super mercado, o lugar mais barato para se beber. Essa dica é uma manobra especial para buscar pratos mais refinados.
Trabalhe num lugar que te dê comida
Isso provavelmente vai deixar tudo mais fácil. Apesar de mais sujo.
Tenha os hits brasileiros
Utilize essa tática e todos vão te adorar. Admita que ouve a música da periguete desde criança. Quer ouvir Kiss e Metalica? Feche a porta do seu quarto e coloque os fones de ouvido.
A melhor das águas é a da torneira
Sempre acessível, límpida e cristalina. Esqueça o que os outros falam e beba sempre água da torneira. Sucos e refrigerantes engordam. Sem contar que não gastar garrafas plásticas está na moda.
Não se relacione com brasileiros
Esse é o maior erro que você pode fazer. Evite sempre se relacionar com brasileiros. Se puder, disfarce o seu sotaque ou finja só falar outra língua.
*Nota do autor: Eu não me identifico, de maneira alguma, com qualquer uma dessas dicas. Elas são mérito de observação aguçada e relatos de outros amigos.
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2.11.09
Inale por poesita, bra!
Se não é sua vida, é efémero.
A publicidade é a nossa vida, mas é efémera.
Para nós. Quando bem feita, não é para os outros.
Mas nós nos envolvemos em muitas efemeridades.
E daí de ser efémera.
Eu descobri essa palavra esse ano, e tenho usado um monte.
É o que as crianças fazem com brinquedos novos.
Não quero largar o efémero.
Efémero, efémera, efémeros.
Coloquei o Google Adsense no blog pra ver se ganho uma grana. Desculpa.
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26.10.09
Manifestações
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23.10.09
Deus meus, exaclamente*
a Tina fez um blog.
“Olá, tentei falar contigo várias vezes no gtalk, mas tu não respondeu, então escrevo para avisar que finalmente eu fiz um blog, e te convidar para visitar:
http://fragmentosdeconversa.blogspot.com/
é isso, beijos!”
Há muito tempo sabemos que a Martina Scherrer guarda frases soltas que houve por aí. Agora, temos acesso a esse material através daquele endereço. yesssssssssssssss
*Deus meus e exaclamente são palavras das raparigas estrangeiras que moram comigo e que tenho colecionado. As palavras, não as raparigas.
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12.10.09
Stansted
O Gian, amigo meu, falou durante 20 dias no planejamento de uma tal empresa chinesa que estava estudando a viabilidade de fazer voos em que as pessoas vão de pé.
To Ryanair Customer Service Department.
PO BOX 11451
SWORDS
CO. DUBLIN IRELAND
Cortesia do aeroporto de Wroclaw.
Tags: Ryanair, reclamações Ryanair, Ryanair complaints, Ryanair refund.
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8.10.09
O consumidor esta' sempre no comando
A frase e' velha, mas tem me feito pensar.
Meu voo pela Ryanair foi cancelado, e o companheiro que trabalhava no aeroporto disse que eu tinha tido sorte de conseguir remarcar meus bilhetes da Polonia para a Inglaterra e da Inglaterra para Portugal.
No Brasil, teriamos ganhado transporte ate o hotel e uma noite aconchegante ate' o proximo voo. Com uma companhia normal, tambem.
Foi diferente.
So' ganhei as passagens novas. Em vez de ir na terca, so' me disponibilizaram aviao na quinta-feira. E chega de conversa. Se vira ate' la'.
Mas, servico a parte, me pergunto: as pessoas no comando?
E quem disser que a Ryanair nao esta' bombando e' um mentiroso.
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21.9.09
Poeminha idiota

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2.9.09
WYhelp 2ª Edição


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31.8.09
The Ugly Truth
Esses dias aí, terça-feira, fui ao cinema. Ainda não tinha ido, durante toda a minha estadia em Portugal, ver filme de cartaz, aqueles blockbusters. Até agora, só mostra de cinema, filmes no Bacalhoeiro ou no meu laptop. Ou seja, só coisa diferente do que passa nas salas tradicionais.
Antes de terça, o Zé me xingava dizendo que minha geração era inculta. Além de ser uma total verdade, poderíamos seguir e dizer que somos uma geração de merda em todos os outros aspectos. E até mesmo por eu ser tão inculto, dou como exemplo o Austin Powers para justificar a última frase: quando ele é descongelado, em algum dos seus filmes, tudo de bom que ele tinha já não existe mais.
Agora, acontece que não é culpa minha, nem tua, sermos tão assim... alienados. Fui ver o “The Ugly Truth” (O ABC da sedução), uma comédia romântica norte-americana. Fazia, no mínimo, oito meses que não via nada do gênero. Estava me aproximando dum nível “Elisa Arroque” de tipo de diversão. Já não podia mais achar graça naquilo. Já me passava pela cabeça que aquilo era “tão bobinho”, como diz a Elisa.
“The Ugly Truth” é uma prova viva da geração de merda que é a minha, envolta num ciclo podre criado por uns caras que, literalmente, estão fudendo tudo. É um filme que (como as novelas, as músicas, a internet, os shoppings) não propõe nada de real. Tudo que tem ali é uma palhaçada para iludir um povo bobo que gosta daquilo. Um ciclo vicioso.
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20.8.09
Google Maps em Lisboa
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18.8.09
O funcionamento do cérebro feminino
Hoje, quando estava no banho, finalmente desvendei todos os segredos e particularidades do cérebro humano feminino. Pode parecer um pouco estranho, eu sei, mas foi o que aconteceu. A partir deste 18 de Setembro, já durante a minha dose matinal de higiene, me tornei o primeiro homem a entender perfeitamente como pensam as mulheres.
É claro, como você já sabe, que não conseguirei expressar em palavras o complexo funcionamento que descobri. Foram anos de trabalhos afinco e, através de estudos estatísticos, algumas experiências próprias e métodos de observação profunda e analisada, cheguei a um modelo perfeito desse complexo objeto, podendo prever todas as arbitrariedades e esquivos momentâneos.
O estalo fora tão esclarecedor que pude perceber como todas as partes se encaixam sempre em todos os casos. No final das contas, por mais complexo que tudo pareça, o cérebro humano feminino funciona de uma maneira normal e coerente. Se eu pudesse, escreveria a fórmula matemática, tamanha a precisão.
Sei que foram diversos os fatores que me permitiram chegar a esta fenomenal conclusão. A massa com lulas de ontem, a dispensa seca da minha ex-namorada após aquelas minhas perguntas idiotas e o gol que perdi em 1997 foram essenciais para eu atingir um grau de esclarecimento nunca antes visto.
Me sinto bem. Sou o primeiro homem da face da Terra a entender por inteiro o complexo funcionamento do pensamento feminino e todas as suas vertentes e ramificações.
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16.8.09
Cem anos de solidão
Acabo de ler os Cem anos de Solidão de Gabriel García Márquez. É obvio que não farei nenhum comentário aberto sobre o livro. Em vez disso, resolvi confeccionar uma breve lista de slogans de marcas que não se aplicariam a você (e, claro, a mim! Principalmente a mim!) se tivesse que escrever um livro como este:
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15.8.09
É a vida...

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13.8.09
Catar piolhos
Sabe o que é mais doido? A nossa voz.
Pensa bem. Quando a gente fala outra língua, diferente da materna, temos uma entonação diferente. Então eu chego a conclusão que nós mesmos definimos (parcialmente) com qual som a nossa voz sai.
Como vocês sabem, a maneira como nós ouvimos o que falamos é diferente da que os outros ouvem. E como também sabem, tudo o que fazemos é para os outros, e não para nós próprios. Então, a gente faz uma voz que nós gostaríamos que os outros ouvissem, mas apenas nós mesmos somos capazes de tal perspicácia. O que os outros ouvem não passa de uma distorção, algo que nos repugna quando ouvimos em uma gravação.
No entanto, enquanto sociedade, temos o desejo irrefutável de imitar e imitar. Porra. Aí tu olha pro teu amigo, que visivelmente está entoando a sua voz para que fique agradável para nós, quando na verdade apenas o fica para ele.
Mas o doido disso é que, quando ele está a fazer aquela voz, que tenta ser agradável para nós e acaba por ser irritante para ele, se ele o ouvisse em uma gravação, ele está a imitar a nossa voz, que é irritante para nós se nos ouvíssemos em uma gravação porque fizemos uma voz imitada das pessoas que fazem vozes que irritam a si próprias com aquela maneira que elas falam, apesar de todos estarem acostumados.
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27.7.09
Dedos e pensamento
Semana passada li Budapeste, de Chico Boarque. Foi depois de um grande tempo sem ler nada do gênero. Me lembrei de como gosto.
Fiquei me perguntando se o autor escreveu o livro em uma sentada, do mesmo jeito que se lê. A impressão que dá é que um gênio sentou numa cadeira na frente de um computador e seus dedos cantaram uma grande obra.
Me deu mais vontade de escrever. Reforçou, pra mim, um lance muito bacana de conexão de dedos com cérebro. É uma cena que você vai escrevendo o que lhe dá na telha, numa velocidade muito grande. Depois, se precisar, você entra nos moldes que o trabalho pede.
Um prazer. Um lazer.
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20.7.09
Sopa com o bandido
Uma carteira roubada foi encontrada. Inteira, só não tinha dinheiro. Mas documentos e cartões de crédito ainda estavam ali. Com a polícia fora do processo (eles gentilmente reconheceram sua inutilidade), ficou fácil rastrear a turista francesa na web e enviar para o seu endereço o objeto roubado.
Naquela sexta-feira, pareceu impossível tomar as providências cabíveis na hora. Faltavam 10 minutos para o fecho do café e eu precisava ir pra festa. Era sexta de noite, e tenho tanto direito de me divertir quanto você. Jurei pra mim mesmo que encontraria a turista depois, madrugada a dentro. Como conta o primeiro parágrafo, o fiz.
Uma bolsa roubada não foi encontrada. Não era turista, mas sim portuguesa. A frequentar o café Jeronimo num sábado, nada a mais. Estava preocupada, e soube tudo a respeito da carteira roubada. Nada podia ser feito por hora. A não ser comprovar. Comprovar que eles estão a solta, com chapéus de aba e mapas na mão. São diversos, os “carteiristas”. Todos eles se concentram ou no Jeronimo Bairro Alto, ou no do Rossio. Os dois lugares estão cheios de franguinhos a espera de serem abatidos.
Ontem, e ante-ontem, todos os carteiristas dão ainda mais a cara em Lisboa. Sábado e domingo eles infestam, como pragas (ou ratos), o café. Reconheço a grande maioria, e revelo novos a medida do possível. Quando eles entram, faço questão de destinar a minha atenção pra sala. E porque não encará-los também? Fiz tanto isso este fim de semana que, quando estava a tomar minha sopa no fim de domingo, nós já sabíamos que não haveria nenhum roubo ali. No entanto, há de se entender que um dos dois venha sentar ao meu lado, talvez um forma de comunicação particular entre nós. Quando ele acabou de beber o café, e levar até a copa (ele sempre leva, é muito gentil), fiz questão de cumprimentá-lo. Eu sei quem tu é, e tu sabe quem sou.
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Gabriel Fuscaldo
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